A AREIA E O MAR
De onde vem este medo?
Que fere meu peito,
E não acha um jeito,
De expor sentimento.
Tal qual a areia,
Também foi levado,
Tão triste e calado,
Perdido no vento.
E como a areia,
Que não tem paradeiro,
Mas tem esperança,
De um dia encontrar,
As águas do mar,
E poder então descansar,
Pois carrega em si,
A certeza sem fim,
De que é lá seu lugar;
O meu sentimento,
Que foi perdido no vento,
Também espera encontrar,
As águas calmas do amor,
Pra por um fim nesta dor,
E poder enfim descansar!
Como a areia,
Que repousa tranqüila...
Lá no fundo do mar!
(Rita Oliveira Oréfice)
REFLEXÃO...
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdicicio da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade."
(Carlos Drummond de Andrade)
(Carlos Drummond de Andrade)
15 de fev. de 2010
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